"A Força" põe várias coisas pra fora de nós, que nós mesmos não sabiamos que estavam ali dentro, e hoje no trabalho eu tive uma discução e um entendimento de mundos, planos e realidades que me deixou realmente pensativo no quão facil foi para eu assimilar aquilo.
Mas para começar eu quero citar uma coisa muito importante para mim: Shaman King.
Se me perguntarem qual é a obra escrita que mais me inspirou no meu caminho como espiritualista e magista, não citarei o "começo" com Brumas de Avalon, não citarei o "meio" com A Iniciação do Mago, mas sim, o "recente" com um mangá.
Em Shaman King, o personagem principal é Yoh Asakura, um garoto de mais ou menos 16 ou 17 anos, que foi treinado nas artes do xamanismo desde os 7, porem tem um grande problema: É o mais preguiçoso de toda a linhagem Asakura. Para ele, só o que importa é levar uma vida tranquila e pacifica, como um mero ser humano. Ele definitivamente não é o mais forte, mas existe uma propriedade que o torna, pra mim, o personagem mais rico de todos que eu já vi, ele possui uma calma inabalavel, uma despreocupação ante os problemas descomunal, e isso é o que sempre garante suas vitorias. Seu jargão principal é: Calma, pra tudo existe uma solução. (Nem precisa falar que eu me identifico muito com o personagem) Se um dia eu fundar uma seita, ela será chamada de "Seita Yoh Asakura".
Muito avançado no mangá, todos os personagens morrem, e quando um deles chamado Chocolove está diante das Portas do Inferno de Rodin seu mestre aparece e lhe explica porque apesar de todos terem morrido juntos, após a morte os "Xamans" estão separados, mais ou menos assim:
- Quando morremos, todos, retornamos ao Grande Espírito. Mas as pessoas tem vidas diferentes, crenças diferentes, e para cada crença ou religião que se tenha um lugar para ir depois da morte, existe uma comunidade. Dentro do Grande Espírito, essas almas se juntam aos seus iguais em suas comunidades para seguir o trajeto que assim elas acreditam seguir, e concluir o seu papel na essencia da vida. Por isso se cremos que vamos para o inferno após a morte, lá estaremos quando morrer, se cremos que vamos para algum paraíso, vamos para o paraíso e ponto, pois o paraíso ou o inferno (seja ele qual for, ou o que for) não passa de mais uma comunidade dentro do Grande Espírito.
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Começamos a conversa com o Ateismo, pois um dos designers é Ateu convicto, mas não desses chatos que ficam chamando os outros de idiotas porque acreditam em uma coisa que "não existe" pelo simples fato de que não se pode ver. No meio da conversa começamos a divagar sobre Verdades, e foi dito que "não importa quantas verdades existam, no fim há apenas uma verdade absoluta" e no meu ponto de vista, essa verdade absoluta é de que "verdades não existem". Depois falamos sobre as realidades, e como elas existem de acordo com nossas crenças, pois o meu conceito de realidade, pode não ser o mesmo do meu vizinho, do meu primo, ou do meu irmão ou até mesmo filho. E por fim, amarramos tudo (Eu e o Ricardo, outro designer) usando a religião e espiritualidade de cada um, e como essas verdades e realidades se aplicam em cada religião, filosofia de vida, ou até mesmo na descrença em algo superior, como o Ateismo.
Conclusão: (Realidade = Forma como o universo se apresenta.) "A existencia de qualquer coisa é baseada em Crença e Fé, o que são duas coisas bem diferentes uma da outra. Portanto, a realidade de um indivíduo é baseada na sua crença de existencia, e suas verdades para ele são unicas, mesmo que nem todos participem dela. A religião, é um ponto para unir a Crença e a Fé, dar um sentido a essa realidade e explicar como ela funciona, mas não necessáriamente vc precisa ter uma religião para ter uma realidade e um conjunto de verdades. O conceito de Comunidade após a morte se mostra nesse quesito, pois quando morremos, nossas verdades e nossa realidade nos conduzem (com ou sem religião) para nossa comunidade dentro da essencia primordial (Grande Espírito?) ao qual várias outras essencias individuais (nossa anima) se agrupam devido suas crenças.
Uma vez que acreditamos que vamos para algum lugar após a morte, estaremos indo para nossa realidade pós-vida onde existiremos de alguma forma, nos mesclaremos com as outras essencias, fragmentaremos nossa anima para comprender cada pedaço de nossa existencia em matéria e se cremos em um retorno ao "mundo material", retornar para ele de forma a acumular mais experiencias. (Nota: O Mundo material tb pode ser entendido pelo conceito inverso, ou seja, o "material" que se mostra ao nossos olhos, pode ser também "imaterial" para qualquer outro ser existente.)
Para o ateu, a realidade dele é menos complexa, podendo ou não haver um outro mundo onde se habite após a morte. Se um ateu realmente acredita que nada daquilo existe, que após morrer ele simplesmente vira comida de minhoca, então ele vai realmente ser aquilo que ele acredita. E a forma motriz que dá a ignição em sua vida desde o seu nascimento, sua anima, que assimilou a realidade de não existencia invisivel, provavelmente (segundo a minha teoria) retorna para a essencia primordial (reintegra a terra) para dar lugar a uma anima totalmente desprovida de verdades, conceitos, realidades ou o que quer que seja."
Yoh Asakura me ensinou que tudo é possivel, me ensinou que se houver crença e fé, conceitos e realidades podem ser manipulados, re-estruturados ou até destruidos, mas tudo tem um preço a ser pago em energia, seja ela qual for. E acima de tudo, ele me mostrou uma forma de formular meu proprio jargão: O Universo é Sábio e o Equilibrio é Perfeito.
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